Sérgio Conceição: «Espanta-me o que foi dito depois do último jogo»

Sérgio Conceição: «Espanta-me o que foi dito depois do último jogo»

O FC Porto recebe a Roma, esta quarta-feira, mas o clássico do passado sábado continua a dar que falar. Desta feita, foi Sérgio Conceição quem voltou a abordar ligeiramente o tema do jogo frente ao Benfica, quando questionado sobre a estratégia para o duelo com os italianos, demonstrando alguma indignação com comentários feitos no pós-jogo com os encarnados.

“Depende do ponto de vista, da estratégia para o jogo, das características do jogador. Se não jogar o Tiquinho ou não jogar o Marega e jogar outro, isso vai depender de vários fatores. Ouvi algumas coisas do que foi o nosso último jogo. Eu não quero ir por aí, mas não se entende porque há muita gente que fala de futebol e não percebe. Nós tínhamos montado uma estratégia para o jogo e para falar disso estou sempre disponível. Para o que é falar do futebol não estou disponível, mas de futebol sim. A utilização do Tiquinho ou do Marega está dependente da estratégia para o jogo e do que pretendemos ofensivamente e também defensivamente. Os avançados são os primeiros defesas. Eu espanta-me o que foi dito no último jogo”, começou por dizer, acrescentando que a confiança da equipa não depende “da presença ou ausência” de um ou outro nome.

“A nossa confiança não tem que ver com a ausência ou presença de um ou outro, tem que ver com o que fazemos diariamente, com o rigor que temos. Nos últimos jogos tenho usado jogadores que não têm tido muitos minutos e a resposta foi excelente. E por isso ter mais soluções é importante, mas não é decisivo. O que conta é o coletivo”, apontou.

Questionado sobre o que tem falhado nas últimas partidas que poderá ser decisivo neste novo duelo com os romanos, Sérgio Conceição apontou para a eficácia.

“Temos que ser eficazes porque chegar com perigo ao último terço e ter situações de finalização, temos em todos os jogos. Temos também que ser eficazes. Essa eficácia, essa agressividade ofensiva tem que se ver na equipa quando estamos também a defender. Esse equilíbrio vai ser fundamental”, apontou.

O momento da Roma também mereceu alguns comentário ao técnico azul e branco, que optou por desvalorizar o facto de o técnico adversário estar algo tremido ao leme.

“O último jogo não pesa. Tudo o que se faz e se diz sobre a atmosfera do jogo, pouco conta quando o árbitro apita. Não é por perder a última partida que a Roma vai estar fragilizada ou por o treinador estar na corda bamba. Todos nós dependemos de resultados e não é por aí que a Roma está mais frágil”, garantiu.

Apesar de estar preparado para uma Roma na defensiva, o técnico azul e branco recordou que os italianos sofrem em quase todos os jogos, algo que pretenderá explorar.

“A Roma tem sofrido golos nos últimos jogos. Não é por aí, é pela capacidade de criar situações e sermos eficazes. Eu acho que temos que estar preparados como equipa para uma Roma que vai defender em alguns momentos do jogo e defender e perceber que está a defender um resultado favorável. Com o decorrer do jogo poderá haver uma outra estratégia, porque é um jogo que decide a passagem. A minha equipa vai estar preparada para ter poderio ofensivo, concluiu.