Pinto da costa assume possível recandidatura

Pinto da costa assume possível recandidatura

Imagem: Mais Futebol

Na entrevista que deu à TVI ontem, quando questionado sobre quem gostaria que o substituísse na presidência do FC Porto, Pinto da Costa acabou por não dar uma resposta concreta e deixou em aberto a possibilidade de uma recandidatura.

«Costuma dizer-se: nunca digas nunca. Em diversas vezes já disse que era o último e até já disse que depois de acabar o mandato não me recandidatava. Mas depois, por circunstâncias diversas eu não saí. Nem vou dizer que é o último nem que não é».

«Gostava que fosse alguém que sentisse o FC Porto, vivesse o FC Porto, trabalhasse para o FC Porto. O Rui Moreira é um dos que reúne essas características. Villas-Boas? Não quero interferir na vida dos outros clubes, não quero falar do Villas-Boas porque ainda vamos jogar contra o Marselha.O FC Porto não é uma monarquia. Se fosse teria de preparar o meu filho. Agora não é. Quem manda são os sócios. Se os sócios escolherem um aventureiro o problema é dos sócios. Isto não é meu. Nunca irei dar opinião, quem vier tem que ser a escolha dos sócios. A coisa pior que podia acontecer a quem me suceder era eu estar a dar conselhos. Gostava que tivesse a mesma paixão que eu pelo FC Porto, que ponha os interesses do clube acima de tudo e todos. A partir daí quero é vir ao futebol sem ter qualquer responsabilidade. No dia em que deixar de ser presidente quero ser apenas adepto do FC Porto», disse sobre quem gostaria que o substituísse.

Em relação ao que Pinto da Costa acha que ainda há para fazer no FC Porto disse:
«Nunca penso no que falta fazer. Acho que no FC Porto há sempre coisas para fazer. Diziam-me ‘já fizeste tudo, ganhaste tudo, fizeste um estádio, um pavilhão e o museu’. Quem fez foi o FC Porto, e eu tive a oportunidade de liderar nessa altura. Ainda há coisas que quero fazer: a Cidade Desportiva, que temos no pensamento e já na ação, e queria que o FC Porto estivesse sólido e unido quando eu sair. Em termos pessoais não estou à procura de fazer nada».